"Foca"da

Pondo a verdade em foco

The corporation

Traçado um paralelo entre as idéias de Marx e Weber e “The corporation”, filme canadense de Mark Achbar, Jennifer Abbott e Joel Bakan, baseado no livro “Corporation: The Pathological Pursuit of Power”, escrito pelo professor de direito, Joel Bakan, durante a composição do filme. No decorrer do longa-metragem são feitas inúmeras comparações, referentes ao domínio exercido pelas corporações,  com a participação de personalidades que dão tom de veracidade às informações.

As corporações equivalem ao monstro do Frankenstein que após adquirir vontades próprias se transforma em um monstro incontrolável. Impulsionadas pela Guerra Civil e a Revolução Industrial, detêm  em meados de 1800, os direitos e responsabilidades de uma pessoa jurídica, utilizando-se da 14ª emenda dos Direitos Civis, lei criada em benéfico de pessoas e desviada para os capitais e corporações.

Segundo Marx Weber o poder é sociologicamente amorfo. Todas as qualidades imagináveis de uma pessoa e todas as constelações possíveis, podem colocar alguém em condições de impor sua vontade, numa dada situação. Ou seja, as corporações como pessoa jurídica podem impor sua vontade e dominar a sociedade. Fazendo-a obedecer às vontades do consumo. Pois as pessoas são disciplinadas a não criticarem nem resistirem, a partir de uma obediência em massa. Utilizando-se de publicidade. Segundo Lucy Hughes, “você pode manipular consumidores a querer e, portanto comprar seus produtos. É um jogo.” Martha Stewart, afirma que “hoje pessoas podem virar marcas, e marcas podem construir cidades” como Celebration, Florida.

Ao traçar uma análise psicológica, do comportamento de uma corporação, é evidenciado o perfil de um psicopata. Pois, a corporação não sente remorso quando despede alguém, demonstra interesse próprio quando só pensa no lucro, burla as regras sociais e legais para seu beneficio ao se apoderar de meios ilegais para pagar menos impostos ao invés de proteger o meio ambiente, e não tem princípios morais ao se aproveitar das situações desfavoráveis de pessoas para empregá-las por um menor salário. Remete ao pensamento marxista, que vê como tendência do capitalismo e do excedente de produção a divisão social do trabalho que, por sua vez, é responsável pela criação de duas classes fundamentais, quem é dono e quem produz.

É provável, que a capacidade de inconformação e rebelião do povo possam ser o motor da sociedade, como Marx acreditava que a luta de classe o fosse, levando à mudança e à transformação estruturais.

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