"Foca"da

Pondo a verdade em foco

Consumismo da recessão

Hoje, 15 de março, o dia do consumidor uma coisa é certa: muitos norte-americanos, ícones do consumismo não estão comemorando o dia gastando dinheiro em shoppings e lojas de grife. Essa parte da população já sente os efeitos da crise econômica que se instaura no mundo.

Alguns dizem que a preocupação é excessiva. Mas no caso das pessoas que estão revendo seu modo de vida pela simples necessidade de sobrevivência a preocupação veio tarde.

A razão desse dia sem festa é o desemprego, o desabrigo. Os estadunidenses estão vivendo em abrigos, acampamentos, escritórios e carros. Isso está transformando uma cultura onde se preza o lucro e o consumismo em uma reavaliação desses valores.

Ao invés de dar valor a coisas materiais, que elas já não possuem, iniciam uma jornada interior à procura de algo que ajude a superar esse momento desesperador. Essas pessoas que foram desalojadas de suas casas procuram emprego com freqüência, mas o mercado de trabalho está escasso.

Abrigos estão lotados em Sacramento, a lista de espera chega a mais de 200 mulheres e crianças, neste que é um dos locais mais atingidos pela recessão. Pessoas de classe média estão sem perspectiva de um teto para morar, um banheiro, ou uma cama.

O que é deixado nas casas tomadas pelos bancos é jogado no lixão porque as entidades beneficentes não conseguem acompanhar o ritmo dos caminhões de coisas que chegam. Porque os antigos inquilinos dessas casas não podem pagar um caminhão de mudanças, então têm que deixar pra trás tudo o que tem e carregar o essencial, como roupas.

Esse que era o famoso “america´n way of life”, hoje pode ser tido como passado para muitas pessoas. Mesmo as que ainda têm um emprego estão reduzindo custos comprando em mercados de segunda-mão, onde os alimentos já perderam a validade.

As pessoas em Sacramento preferem fazer doações a gastar com mais bens materiais. O sentimento de empatia prevalece, porque agora as pessoas se vêem no lugar daqueles que agora são “homeless”, um pensamento recorrente é de que posso ser eu se a situação não melhorar.

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