"Foca"da

Pondo a verdade em foco

Vítimas em silêncio

Sexo frágil

A violência contra a mulher não se limita a um grupo social, a uma faixa etária ou a um estereótipo, ela se manifesta não só a partir de tapas e hematomas, mas sim por tortura psicológica o que deixa marcas indeléveis na mulher que sofre esse abuso.

A pesquisa feita pelo Ibope em 2008 revela que 68% da população brasileira têm conhecimento sobre a Lei Maria da Penha. Porem depois de três anos em vigor ainda suscita dúvidas em sua aplicação, pois há muita subjetividade no comportamento humano. Além do fato de muitas mulheres serem vítimas em silêncio, o que prolonga seu sofrimento.

Segundo Sandra Unbehaum, coordenadora de projeto da Ecos – Comunicação em Sexualidade – não existem meios de prevenção contra a violência como há em relação ao sexo seguro. “Não dá para pôr todo mundo na cadeia. Então temos que encontrar novas saídas. Uma delas é mostrar a violência doméstica na mídia. Isso irá estimular que as pessoas pensem. Homens e mulheres precisam encontrar caminhos para a resolução de conflito”, disse a coordenadora.

Alguns filmes conseguem retratar o sofrimento pelo qual são submetidas mulheres que sofrem algum tipo de agressão física ou emocional. Ao assistir esses casos no cinema ao longo de uma trama as pessoas se sensibilizam com a história e a demonstração de força das personagens instiga as mulheres que assistem a procurar formas de solucionar o problema.

De acordo com a uma reportagem prestada a Istoé em 2004, a delegada e presidente do Conselho da Mulher do Rio de Janeiro disse: “Só quando fica insuportável é que a mulher quebra a barreira do silêncio.” Essa afirmação se confirma no filme “Terra Nua”, baseado em fatos verídicos sobre a primeira causa, reconhecida, de assedio sexual. O que só foi possível pela coragem da mulher que prestou queixa mesmo não tendo apoio das pessoas a seu redor.

O silêncio das vítimas incentiva a perduração das agressões. Em alguns casos esse silêncio é uma reação das mulheres que são ameaçadas, coagidas até mesmo por seus parceiros, violentadores. A sociedade deve ser conscientizada para enfrentar essa problemática de maneira a prestar o apoio necessário às vítimas não só através dos filmes, que tem um alcance emocional grande, mas, pela grande mídia. Incentivar a dizer chega!

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