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Rótulos indicam a presença de celíacos no Brasil

Estava ouvindo a rádio outro dia e me deparei com a notícia de que os produtos da marca Ajinomoto estavam sendo retirados do mercado por não assegurar que o glúten, substância prejudicial àqueles diagnosticados com a Síndrome Celíaca, não estivesse na composição do produto. Por isso, resolvi postar essa matéria que fiz há algumas semanas, agora no blog.

Os brasileiros contam com o auxílio da Anvisa para saber o que podem ou não comer

Ao observar os rótulos de produtos é possível constatar a seguinte informação: contém glúten, ou o contrário. Isso é uma exigência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para auxiliar as pessoas diagnosticadas com a Síndrome Celíaca. Os celíacos são alérgicos ao glúten – proteína presente no trigo, na aveia, na cevada, no malte, no centeio e em derivados. A doença pode causar diversos problemas de saúde, como osteoporose. A exigência ocorre desde 2001.

A dona da Fina Farinha Egle Regina Alves resolveu abrir com o marido um negócio voltado para o público que não pode ter na dieta alimentos com glúten ou lactose e ovo. Segundo ela, havia uma carência no mercado, o que possibilitou o empreendimento de ofertar produtos industrializados e artesanais. “Pão é o que mais sai. A mentirinha de queijo imita o pão de queijo”, diz.

A empreendedora diz que tudo começou quando uma amiga sugeriu que ela fizesse produtos sem glúten. Depois de pesquisas e conversas com professores da Universidade de Brasília (UnB), com especialidade em gastro e nutrição, ela viu a importância da ação. Hoje ela faz parte da Associação dos Celíacos do Brasil (Acelbra), que de acordo com o estatuto, tem o objetivo de apoiar e colaborar com as demandas dos celíacos por diagnósticos e possíveis meios de tratamento.

Egle Alves começou a criar e inovar receitas. “Elas foram feitas para pessoas celíacas, mas também atende a pessoas com autismo e síndrome de dawn. Porque o glúten acelera o sistema nervoso e alguns médicos aconselham não comer”, explica. Segundo ela, a maior gratificação em ter aberto o negócio há pouco mais de quatro anos é poder atender principalmente crianças. Ela lembra a felicidade de um menino quando pôde comer pão pela primeira vez. “Quem é celíaco não tem remédio. É tirar o glúten da dieta”, diz.

Petra Fortes foi diagnosticada como celíaca há três meses por um exame de sangue. Para ela, a doença não é muito divulgada. “Não tem propaganda ou campanha específica para falar sobre isso”. Foi preciso passar por vários médicos e diagnósticos de alergia para chegar à razão do problema. Ela sentia muitas reações e agora sabe que eram indícios da doença. Enxaqueca esporádica, vômitos e pele empolada. O endocrinologista dela verificou que o intestino delgado já não era mais capaz de absorver nutrientes. Ela enfatiza que o acompanhamento com o nutricionista é essencial, já que o tratamento tem base na dieta.

A nutricionista Maíra Attuch adverte que, caso o celíaco coma alimentos com glúten ele vai agredir o intestino. Ela explica que, por ser uma doença alto-imune as dobrinhas do intestino desaparecem, o que impossibilita a absorção de nutrientes. Isso causa uma debilitação do organismo, evidenciada pela perda de peso constante.

“Estou apanhando muito para aprender aonde ir para comprar comida e comer. Comer fora é o pior”, expõe Fortes. Ela diz ter de explicar ao garçom todo o histórico da doença para fazer-se compreender quando fala que não pode ingerir glúten. Petra cita como exemplo a vez em que pediu um peixe e alertou que teria de ser feito sem farinha. A resposta do garçom foi: sem farinha o peixe gruda na panela e se desmancha. Segundo ela, em geral as pessoas não compreendem a situação, porque não têm conhecimento sobre o assunto.

A funcionária do Ministério da Saúde Mariane Veroti estava na Fina Farinha fazendo compras. Foi a primeira vez que entrou no estabelecimento. Ela contou que estava indo no aniversário de uma amiga que tem alergia a leite e a farinha. “Parece tudo muito gostoso. Eu sei que ela vai adorar”, afirma. Veroti também disse que por ter sofrido de pancreatite aguda conhecer a loja será uma boa oportunidade para mudar o estilo de alimentação.

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